segunda-feira, 14 de junho de 2010

São Paulo Fashion Week: Dia 03


No terceiro dia do evento, a Cavalera comemora 15 anos de vida, a Maria Bonita se inspira nas casas populares do Nordeste, Wilson Ranieri faz moda para mulheres maduras, a Movimento aposta em peças confortáveis e utilitárias, Simone Nunes surfa nos anos 70, Graze Massafera desfila na "Festa de Halloween" de Samuel Cirnansck e Fause Haten cria um verdadeiro quebra-cabeça.

Cavalera
Para assoprar 15 velinhas de vida, a Cavalera convocou imprensa e convidados para sua festa/desfile na Casa Panamericana, uma linda locação da década de 1950. Príncipes e princesas eram o tema da coleção, mas o que se viu na passarela tinha muito mais a ver com o universo do balé. As saias tutu, as rendas e os tules foram amplamente explorados. O jeans, um dos fortes da marca, desta vez apareceu tímido, quase escondido por baixo de saias e vestidos.



Maria Bonita
É do trabalho da fotógrafa Anna Mariani, apaixonada pela arquitetura das casas populares do Nordeste, que parte a coleção de verão da Maria Bonita. Fachadas rosadas, verdinhas, amarelas com portas de madeira, os caquinhos de cerâmica no chão das entradas, as texturas rústicas das paredes que Daniele Jensen soube transformar em algodões amassados, estampas para tecidos, enfeites para decotes e lindas bolsas de verão. As formas são as largas e soltas para que fiquem cômodas e arejadas nos piores dias de calor. Macacões, regatas, calças curtas e enroladas na canela, vestidos leves são as formas que a marca privilegia sempre e que combinam perfeitamente com o tema e as cores escolhidos.



Wilson Ranieri
Wilson Ranieri faz moda para uma mulher de faixa etária acima dos 40, que gosta de tecidos nobres e acabamento impecável. São, principalmente, vestidos de tecidos leves e fluidos (seda e gaze), mas com shape próximo ao corpo, conquistado através de pregas e jabôs. O comprimento é quase sempre médio, com algumas saias curtas pontuando a coleção. Há alguns vestidos e calças de renda, que na vida real devem ser usados com forros por baixo. As cores são neutras e clássicas, com destaque para o pérola, o rosa lavado, o azul esverdeado e o cinza-chumbo.



Movimento
Usando como referência os diários do fotógrafo Peter Beard - que ganhou fama nos anos 1970 com seu trabalho documental na África -, a Movimento exibiu uma coleção de praia confortável e com ingredientes exóticos. “São peças para mulheres que gostam de se sentir à vontade na areia, com liberdade para se movimentar como bem quiserem – daí as calcinhas um pouco maiores atrás, além dos sutiãs com reforço extra nas costas.” Interessantes as hot pants com nós e amarrações, assim como as peças com bolsos, bem utilitárias. Saídas de praia são um ponto alto na coleção. Vale citar ainda o efeito tridimensional de camadas de couro de peixe curtido trabalhado por mulheres de pescadores de Recife.



Simone Nunes
Simone Nunes surfa nos anos 1970. Inspirada pelo filme Zabriskie Point, de Antonioni, ela recria o clima paz, amor & contracultura em peças que pedem um calçadão à beira-mar. Desfilaram bustiês, saias e vestidos largos e de comprimento midi, biquínis e maiôs de cores vivas. O patchwork esteve presente em quase todas as peças misturando vários tipos de estampas florais no mesmo look. Brancos e de tressê, os sapatos de amarrar também são boa aposta para os dias quentes.



Samuel Cirnansck
Grazi Massafera abriu o lúdico desfile de Samuel Cirnansck que teve como tema “Festa de Halloween”. Morcegos, bruxas, fantasmas e abóboras estamparam as roupas adornadas de lantejoulas e cristais costurados à mão. Os looks contaram com micro vestidos, bodies, T-shirt dresses e leggings para formar silhuetas estruturadas. Tecidos metálicos como o lamê, jacquards, vinil, couro e brocados, unidos à paleta de cores fortes forneceram um forte impacto visual às peças. A grife também apresentou uma novidade da linha: as maxijóias de pedras preciosas.



Fause Haten
Fause Haten apostou no Híbrido como tema e apresentou looks duplos - na parte da frente um modelo e na parte de trás outro -, com exceção do primeiro, um vestido de chemise branco. O estilista pegou as peças, cortou-as em pedaços e juntou-as em quebra-cabeças, montando novas roupas, em materiais como laise de algodão, seda, tafetá, tule e renda. A modelagem é bem próxima ao corpo, muitas vezes com cintura marcada. Não faltam plumas, paetês, babados e bordados de cristais. As bolsas e sandálias – com saltos esculpidos de madeira – são bem coloridas e, assim como as roupas, também recebem aplicações.


Fútil? Never. Dondoca? Ever!

Beijinhos,
Fabíola Mota

1 comentários on "São Paulo Fashion Week: Dia 03"

Mariana Neves on 14 de junho de 2010 11:33 disse...

Sempre adoro as coleções da Cavalera, e essa não foi diferente! Rendas, tules.. adoro.
Lindo o seu blog, adorei os posts do SPFW! Parabéns!
Já estou seguindo também
Beijos

http://beauty-lamp.blogspot.com/

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